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Emprego / Desemprego

 

Sindicatos dinamizam semana de combate à precariedade

Entendendo que é um dos principais entraves ao desenvolvimento do País, a CGTP-IN dedicou esta semana à denúncia dos vínculos precários, através do contacto com os trabalhadores. O combate à precariedade «é uma das prioridades na intervenção sindical, em particular nos últimos anos, com o desenvolvimento da Campanha Contra a Precariedade», graças à qual milhares de vínculos precários passaram a vínculos efectivos, afirma a CGTP-IN em nota enviada à imprensa.

«A precariedade laboral, imposta pela política de direita de sucessivos governos e agravada pelas alterações à legislação laboral feitas pelo Governo do PS, prejudica o desenvolvimento do País e condena os trabalhadores à exploração e ao empobrecimento», lê-se no comunicado. Em Portugal, mais de um milhão de trabalhadores têm contratos com vínculos precários. A grande maioria ocupa postos de trabalho permanentes e é necessária todos os dias para o funcionamento das empresas.

No âmbito da Semana de Combate à Precariedade, realizam-se múltiplas iniciativas por todo o País, sendo que o secretário-geral da CGTP-IN estará presente dia 4 em Setúbal, dia 5 em Lisboa e dia 6 no Porto. Neste último dia, haverá uma concentração junto às instalações da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

(Abril Abril 04/12/2019)

 

Motoristas de transporte de passageiros do Norte admitem prolongar greve

Os motoristas do setor privado de transporte de passageiros do Norte que começaram hoje uma greve que se prolonga durante todo o mês admitem manter a paralisação em "janeiro e fevereiro" se não houver acordo com a ANTROP. A greve que arrancou às 00:00 e se prolonga até às 24:00 de 01 de janeiro, é para ser feita às folgas e feriados, assim como nos restantes dias às duas primeiras e últimas horas de cada dia, explicou José Manuel Silva, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN).

Em declarações à Lusa, aquele responsável explicou, contudo, que ainda não é possível fazer um balanço do impacto deste primeiro de greve, uma vez que, nesta primeira fase os trabalhadores "estão a recusar-se a trabalhar as folgas". O impacto, salientou José Manuel Silva, sentir-se à medida que os trabalhadores avançarem para a paralisação às duas primeiras e últimas horas de cada dia. "Os trabalhadores vão avaliar, a cada dia, os horários em que a greve tenha um maior impacto", acrescentou, lembrando que esta paralisação tem a duração de um mês. À Lusa, o dirigente admitiu ainda que a greve pode prolongar-se pelos meses de janeiro e fevereiro se a Associação Nacional de Transportes de Passageiros (ANTROP) não chegar acordo para o pagamento dos retroativos.

No dia 20 de novembro, o STRUN decidiu manter a greve agendada para todo o mês de dezembro, depois de terem falhado novamente as negociações com a ANTROP que, nesse mesmo dia, voltou a propor o pagamento de dois meses de retroativos. A proposta foi mais rejeitada pelo sindicato que reclama o pagamento de 300 euros, "30 euros por mês, desde fevereiro, mais o subsídio de férias".

No dia anterior, numa reação à convocação da greve, o presidente da ANTROP, Luís Cabaço Martins, defendia que aceitar este pagamento seria desrespeitar os outros sindicatos, mas admitia, "no limite" uma solução de compromisso, como por exemplo o pagamento de um mês de retroativos. "Não fazia sentido agora pagar os retroativos desde fevereiro quando tiveram a oportunidade de assinar o acordo e não o fizeram", declarou Luís Cabaço Martins. "Esta greve é absurda. É um sindicato que rejeita aumentos salariais. É ridículo", referia à data, garantindo não ser verdade que a ANTROP faltou ao acordado, como acusa o STRUN.

Num comunicado para explicar as razões que levaram o STRUN a manter a greve, o sindicato refere que, no dia 09 de novembro, uma reunião onde foi possível chegar a um consenso em quase todas as matérias, a ANTROP veio "dar o dito por não dito no que diz respeito aos retroativos a atribuir aos trabalhadores". No mesmo documento, o STRUN adianta que inicialmente a ANTROP afirmou que, caso chegassem a acordo, "aplicaria os retroativos a todos os associados desde fevereiro", mas, mais tarde "veio dizer que apenas paga a partir da assinatura do acordo".

(Porto Canal, 02/12/19)

 

Trabalhadores da Unicer reclamam melhores salários e direitos

Uma vez que a Unicer é uma empresa do grupo Super Bock, os seus trabalhadores exigem que lhes seja aplicado o mesmo acordo de empresa, bem como o fim da «excessiva» carga de trabalho. Os trabalhadores da Unicer Assistência Técnica iniciaram hoje uma ronda de negociações com a empresa, partindo do caderno reivindicativo apresentado em Agosto, no qual se exige a aplicação do acordo colectivo de trabalho em vigor nas principais empresas do grupo Super Bock, garantindo assim um tratamento igual ao dos restantes trabalhadores.

Em nota do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB/CGTP-IN) pode ler-se que, na reunião de ontem, os trabalhadores reagiram com algum desagrado ao facto de a empresa não ter trazido ainda qualquer contraproposta ao caderno reivindicativo apresentado em Agosto. Valorizando o facto de serem diariamente «um dos rostos» do grupo Super Bock, estes entendem não estarem as suas remunerações e condições de trabalho actuais «ao nível daquilo que se exige, dado o peso da responsabilidade». Alertam, no texto, para o facto de se verificar nos últimos anos «uma contínua necessidade do reforço do número de trabalhadores» e decidiram transmitir ao patronato a exigência de valorização das suas funções e profissão.

O caderno reivindicativo identifica, assim, quatro reivindicações: o alargamento da abrangência do acordo colectivo da Super Bock aos trabalhadores da Unicer; a valorização salarial por incremento em função da senioridade; a alteração à regulamentação do regime de isenção de horário praticado, que, neste momento, sobrecarrega os trabalhadores com excesso de horas de trabalho; e a valorização da remuneração do trabalho suplementar, fazendo com que sirva de travão ao abuso do seu recurso.

A Unicer é uma empresa do grupo Super Bock que se dedica exclusivamente à manutenção dos equipamentos dos pontos de venda, garantindo a sua operacionalidade, não só nos hotéis, restaurantes e cafés, mas também nos eventos que a marca organiza e onde se faz representar.

(Abril Abril 28/11/19)

 

Trabalhadores dos call centers vão manifestar-se dia 5 de Dezembro

Contra a precariedade no emprego e os baixos salários, os trabalhadores dos centros de contacto das empresas de telecomunicações vão manifestar-se frente ao Ministério do Trabalho. Integrada na semana de combate à precariedade, iniciativa da CGTP-IN que decorrerá de 2 a 6 de Dezembro, os três sindicatos que representam os trabalhadores dos centros de contacto das empresas telecomunicações irão realizar uma concentração, no Ministério do Trabalho, onde será entregue ao Governo um documento a exigir que a cada posto de trabalho permanente corresponda um vínculo de trabalho efectivo com a empresa utilizadora.

A iniciativa surge na sequência da greve de 31 de Outubro, nos centros de contacto das telecomunicações (NOS e Altice), onde «ficou demonstrado que os trabalhadores estão unidos na luta por melhores condições de trabalho, por mais salário e pela integração nas empresas utilizadoras» (NOS, Altice e Vodafone), vincam os três sindicatos que promovem a concentração, o Sindicato dos Correios e Telecomunicações (SNTCT/CGTP-IN), Sindicato das Indústrias Eléctrica (SIESI/CGTP-IN) e Sindicato das Telecomunicações e Audiovisual (Sinttav/CGTP-IN). O momento exige «a continuidade da luta nos locais de trabalho e nas ruas», afirmam os sindicatos, que decidiram levar a cabo plenários conjuntos por todo o País para fazer com os trabalhadores o balanço da acção de luta do dia 31 de Outubro, bem como discutir as próximas formas de luta.

A adesão à greve de 31 de Outubro teve um «expressivo impacto» em muitos locais de trabalho e por todo o País e, além de um sinal para as empresas, é também «um sinal para o Governo de que os trabalhadores não se identificam com este modelo económico de baixos salários e de precariedade» que é da inteira responsabilidade dos sucessivos governos, incluindo o actual. No passado dia 19 de Julho foi aprovada uma Resolução na Assembleia da República com base no projecto do PCP que «recomenda ao Governo a criação da profissão de operador de centros de contacto, reforço de direitos de pausa, descanso, higiene, saúde e segurança no trabalho». O documento determina que o Governo elabore um relatório sobre condições de higiene, saúde, segurança e de trabalho no sector dos centros de contacto, um estudo sobre as condições de trabalho neste sector e que se cumpra a obrigação de assegurar formação especializada e remunerada.

Os comunistas perguntaram ao Governo, já no início desta legislatura, que diligências foram tomadas pelo executivo e Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) no sentido de garantir o cumprimento da resolução.

(Abril Abril 25/11/19)