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Emprego / Desemprego

 

Greve na Central de Cervejas arrancou com adesão de 100%

Os trabalhadores da Sociedade Central de Cervejas e Bebidas, em Vialonga, estão em greve até domingo para exigir aumentos salariais dignos e a revisão de várias matérias do acordo de empresa. A greve parcial, que arrancou hoje de madrugada e se prolonga até 12 de Maio, num molde duas horas por cada turno, foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB/CGTP-IN).

Em nota, o SINTAB afirma que, «neste primeiro dia de greve, verificou-se na fábrica da Sagres uma adesão de 100%, com uma paragem total da fábrica, e prevê-se os mesmos resultados para toda a semana». O sindicato explica que os trabalhadores da Central de Cervejas e Bebidas decidiram avançar com a greve face à sua frustração com o impasse nas negociações do acordo de empresa (AE), nas quais, «após três rondas negociais com a administração», verificaram que «as propostas apresentadas ficam muito aquém das suas reivindicações». «Os trabalhadores sentiram a necessidade de avançar com esta luta para demonstrar o seu descontentamento e levar a empresa a apresentar uma proposta mais realista onde se verifique uma justa distribuição da riqueza», acrescenta o SINTAB.

Entre as reivindicações, os trabalhadores exigem «aumentos salariais dignos e justos para todos» na ordem dos 4%, num mínimo de 40 euros, com vista à diminuição da desigualdade salarial, e um aumento de 1% no subsídio de turno, assim como a revisão no AE das avaliações, promoções e categorias profissionais. Os trabalhadores da Central realizarão ainda concentrações diárias de duas horas em frente ao portão da fábrica, a terem início às 5h, 7h30 e 21h. O secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, estará presente em solidariedade no próximo dia 9, durante a manhã.

(AbrilAbril 06/05/19)

 

Motoristas das rodoviárias do Norte avançam com greve

Ao todo serão 15 dias de greve parcial, «entre as 19h e as 10h do dia seguinte», a ter início a 5 até ao dia 19 de Maio, abrangendo as empresas dos distritos do Norte do País representadas pela Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (Antrop). Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN/CGTP-IN) afirma que, na última reunião realizada a 24 de Abril, a Antrop voltou a afirmar que não ia alterar a sua posição relativa ao aumentos salariais, recusando ir além dos 670 euros.

Segundo o STRUN, perante «o mandato que tem dos trabalhadores», que decidiram em plenário marcar uma nova paralisação caso se mantivesse a intransigência da Antrop, a greve vai avançar conforme estipulado. O sindicato responsabiliza as empresas Arriva e a Transdev pelo fracasso das negociações. Os trabalhadores das empresas privadas de transporte de passageiros, das quais se destacam a Arriva e a Transdev, rejeitam tal valor e exigem aumentos salariais num mínimo de 700 euros, face aos baixos salários actualmente praticados. Uma posição que foi reafirmada no plenário de 5 de Abril.

Outras reivindicações passam pelas três horas de intermitências (horas de paragem entre serviços) e o pagamento de oito horas de subsídio de agente único (que visa compensar a acumulação da actividade de motorista e de cobrador bilheteiro). O STRUN afirma ainda que espera a adesão seja ainda maior do que na última greve, à qual diz que houve trabalhadores que não aderiram, «uns porque foram enganados pela própria comissão de trabalhadores da empresa, outros porque pensavam que não haveria tanta adesão (...) Muitos destes trabalhadores já contactaram o STRUN no sentido de aderirem à próxima greve», realça.

Entre 25 de Março e 5 de Abril, os motoristas do Norte realizaram uma greve de 12 dias, a qual teve um forte impacto na circulação de várias rodoviárias, face à adesão geral de 80%. O Strun afirmou à altura que «há muitos anos que não se via» uma situação destas no sector e apontou o «enorme descontentamento» dos trabalhadores como justificação.

(Abril Abril 26/04/19)

 

Trabalhadores da ATF deslocaram-se a Lisboa para exigir aumentos salariais

Os trabalhadores da About the Future, fábrica da Navigator em Setúbal, realizaram esta terça-feira uma concentração de protesto em frente ao Hotel Ritz, onde decorreu a assembleia-geral de accionista. A acção de protesto, que decorreu esta manhã, reuniu dezenas de operários da fábrica About the Future (ATF) em frente ao hotel de cinco estrelas, local escolhido pelo grupo The Navigator Company para a sua assembleia-geral de accionistas. A concentração coincide também com o dia em que arranca uma greve a todo o trabalho suplementar na fábrica da ATF, por tempo indeterminado, cujo pré-aviso foi entregue pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul (Site Sul/CGTP-IN).

Em comunicado, o Site Sul realça que a contestação dos trabalhadores desta fábrica do grupo Navigator, sediada em Setúbal, surge no seguimento da decisões tomadas nos plenários realizados a 20 e 21 de Março, por considerarem que a resposta da empresa ao caderno reivindicativo foi insuficiente. Os trabalhadores da ATF exigem aumentos salariais, com vista à aproximação aos valores praticados na fábrica na Figueira da Foz, além do direito ao pagamento de 11 feriados e de 14 prevenções por ano, assim como a revisão das carreiras. Outras reivindicações dos operários passam pelo enquadramento nas categorias que correspondem às funções efectivamente desempenhadas, a implementação de um horário máximo de 37,5 horas semanais e a atribuição de um vale mensal de combustível (65 litros de gás natural ou 55 litros de gasolina ou gasóleo).

No próximo dia 14 de Abril, os trabalhadores da ATF iniciam um novo período de greve de quatro dias consecutivos. O protesto arranca na meia-noite de domingo e decorrerá até à mesma hora de 17 de Abril. Recorde-se que os cerca de 600 operários desta fábrica da Navigator cumpriram em Janeiro passado uma greve idêntica, na qual a elevada adesão ao protesto obrigou à paragem das unidades do papel e da transformação.

Em 2018, o grupo The Navigator Company registou lucros na ordem dos 225 milhões de euros, que foram considerados pela empresa como «os melhores de sempre». O volume de negócios também subiu para 1692 milhões de euros.

(Abril Abril 09/04/19)

 

Trabalhadores da hospitalização privada exigem aumentos salariais

Os trabalhadores dos hospitais privados, em greve esta quinta-feira, realizaram uma concentração de protesto junto à associação patronal, exigindo aumentos salariais e a revisão da contratação colectiva. As acções de protesto realizadas esta manhã juntaram cerca de 60 trabalhadores do sector, em Lisboa, junto à sede da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), representante dos principais hospitais privados do País. Em declarações ao AbrilAbril, Orlando Gonçalves, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN), afirmou que o protesto é motivado pelas más condições de trabalho do sector e a recusa da APHP em aplicar os direitos previstos na contratação colectiva.

«É a primeira vez que há uma greve na hospitalização privada, no sentido geral. O que se pretendeu neste momento, conhecendo as condições do sector e o clima repressivo, foi demonstrar o enorme descontentamento aqui, junto à associação patronal. Isto era inimaginável há dois anos atrás», frisou. Segundo o dirigente sindical, os principais grupos privados de Saúde, representados pela APHP, insistem não cumprir a convenção colectiva assinada com o CESP em 2000, apesar de esta estar vigente, tendo argumentado no Ministério do Trabalho que está em «desuso» e daí não cumprirem os direitos previstos. «De momento, os grupos privados de saúde não cumprem um conjunto de direitos importantes», sublinhou Orlando Gonçalves, que descreveu o clima de precariedade e a prática de «salários muito baixos», havendo trabalhadores com mais de 15 anos de serviço «só a receber o salário mínimo nacional».

Entre as reivindicações, os trabalhadores da hospitalização privada exigem o início de negociações sérias, sem perda de direitos, com vista ao aumento dos salários e ao cumprimento dos direitos previstos na contratação colectiva. Nomeadamente, o pagamento das diuturnidades, do trabalho suplementar pago 100%, passando para o dobro em caso de feriado, o direito ao subsídio nocturno e a garantida de dois dias de descanso semanal. Segundo Orlando Gonçalves, durante o protesto foi aprovada uma resolução na qual os trabalhadores deram indicações para «prosseguir e intensificar a luta», caso não haja uma resposta satisfatória da APHP.

(Abril Abril 28/03/19)