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Educação e Ensino

 

Governo “está isolado”, afirma a FENPROF

O secretário-geral da Federação Nacional de Professores (FENPROF) saúda a decisão do Presidente da República de vetar o diploma do Governo que prevê a recuperação parcial de tempo de serviço congelado aos professores. Para Mário Nogueira, esta situação “confirma o isolamento total do Governo nesta matéria". “Para o Governo é muito difícil fugir agora da negociação, apenas do prazo e do modo de recuperar todo o tempo”, acrescenta Mário Nogueira. O secretário-geral da FENPROF recorda que se “está a falar do tempo de serviço que as pessoas cumpriram. E que os professores trabalharam. E que a lei do orçamento deste ano já dizia que tinha de ser negociada, a forma e o prazo para recuperar o tempo de serviço”.

“Nove anos, quatro meses e dois dias é o tempo que deve ser recuperado. É o tempo de serviço que as pessoas cumpriram. É o tempo de serviço que a generalidade dos funcionários públicos recuperam. É o tempo de serviço que os professores da Madeira e dos Açores recuperam”, explicou. "No dia 3 de janeiro, os docentes vão estar à porta do Ministério da Educação para dizer ao Governo: Estamos aqui para iniciar essa negociação", frisou Mário Nogueira.

"Se o Governo estiver com seriedade nesta matéria, e se de facto foi respeitador da lei, a negociação pode até ser rápida, porque os sindicatos apresentaram uma proposta ao Governo no sentido de se poder uniformizar a situação da Madeira com o continente e ter um processo igual ao da Madeira. Se o Governo insistir em apagar tempo de serviço ou até considerar que não vai contabilizar tempo nenhum, pois aí vai contar com uma forte e uma dura luta dos professores, agora ainda com mais convicção que a razão está do nosso lado, sempre esteve, porque ninguém tem o direito de eliminar tempo que as pessoas trabalharam", realçou o secretário-geral da FENPROF.

(RTP 27/12/18)

 

Governo e professores continuam sem acordo

Governo e professores continuam sem acordo. Os sindicatos dos professores e o Ministério da Educação estiveram reunidos, esta manhã, para negociações suplementares sobre a recuperação do tempo de serviço congelado e, no final, confirmaram que não houve qualquer avanço.

Mário Nogueira, em declarações à RTP, conta que os professores voltaram a esbarrar contra o muro de intransigência do ministério e os sindicatos reúnem-se ainda esta tarde para discutir novas formas de luta em 2019. "Eles não estão para ceder, quer dizer que não estão para negociar, ou seja, não estão para nada e, portanto, em 2019 vão ter de contar com mais um processo negocial e com certeza absoluta com uma fortíssima luta dos professores", assegurou o dirigente da Fenprof. No seguimento, o sindicalista revelou ainda que esta tarde as organizações irão reunir para "pensar nesta luta porque este tempo é dos professores e ninguém o pode tirar".

A secretária de Estado da Educação, Alexandra Leitão, considera que intransigentes são os sindicatos, ao insistirem na recuperação total do tempo de serviço. Os sindicatos propuseram aceitar os dois anos e nove meses, propostos pelo governo, numa primeira fase, discutindo a forma de recuperação do restante tempo a partir de 2020, uma proposta rejeitada de forma imediata pelo governo. "O que nos estavam a sugerir é que atirássemos para outros governos o ónus de resolver este assunto, mas este governo é responsável e não vamos dar agora um passo maior que a perna que se calhar resolvia o problema no imediato e que hipotecava o futuro dos próximos governos e sobretudo do portugueses e é isso que nós não faremos", garantiu a governante.

(TSF 18/12/18)

 

Sindicato proclama 2019 como “ano de luta dos professores”

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) decidiu, no sábado, “proclamar o ano de 2019 como um ano de luta dos professores”. Mário Nogueira, presidente do sindicato, disse ainda em conferência de imprensa que está na hora de “fazer tudo para pressionar” o governo. “Neste período de tempo, que decorrerá até final do presente ano letivo, há que fazer tudo no sentido de pressionar o Governo, mas também a Assembleia da República, para que sejam resolvidos os problemas", adiantou.

As pressões começam já na próxima semana com uma concentração dos líderes sindicais na Presidência do Conselho de Ministros. Além disso, já no próximo ano irá realizar-se uma manifestação nacional que irá durar até à Páscoa.

(Ionline 16/12/18)

 

Universitários do Porto reivindicam mais e melhor alojamento

A falta de investimento no Ensino Superior torna dramática a vida dos estudantes que não conseguem quartos em residências ou encontram-nos em más condições. Amanhã realiza-se um protesto no Porto. O desinvestimento no Ensino Superior e nos Serviços de Acção Social afecta milhares de estudantes por todo o País. Das propinas à falta de alojamento, passando pelo insuficiente valor das bolsas, são vários os aspectos práticos que ameaçam a participação e acesso dos estudantes à formação a que têm direito.

Amanhã, pelas 18h, está agendada uma concentração em frente à sede dos Serviços de Acção Social da Universidade do Porto, na Rua dos Bragas. Hugo Devesas, da Comissão de Residentes da Residência Universitária José Novais Barbosa e da Campanha «Des/Alojados», esclarece que o protesto ocorre no seguimento do levantamento de um abaixo-assinado nacional lançado pela Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (AEFCSH).

«Acorda, o futuro tem a corda ao pescoço!» é o lema do protesto realizado amanhã no Porto e noutros pontos do País. Para Lisboa, a AEFCSH tem agendada uma manifestação, a partir das 14h, desde a Praça do Saldanha até à Direcção-Geral do Ensino Superior.

(Abril Abril, 13/11/18)