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Saúde

 

Concentração junto ao Hospital de Santarém contra "trabalho sem descanso"

Trabalhadores do Hospital de Santarém estão hoje a realizar um plenário à porta desta unidade de saúde para chamar a atenção para a "grave falta de assistentes operacionais" que está a obrigar a "trabalho sem descanso", disse fonte sindical. Luís Pesca, da direção distrital de Santarém do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA), disse à Lusa que, só no Hospital de Santarém, faltam uma centena de técnicos auxiliares de saúde, o que está a obrigar trabalhadores a fazerem turnos seguidos, sem as 12 horas de intervalo como obriga a lei, e "sem folgar aos sábados e aos domingos".

Esta situação está "a pôr em causa a saúde e a segurança dos trabalhadores e a prestação de cuidados aos utentes", disse Luís Pesca à Lusa, sublinhando que a situação é igualmente grave em outras unidades de saúde. Além do plenário com concentração marcado para a manhã de hoje em frente ao Hospital de Santarém, o sindicato vai realizar uma ação idêntica na quinta-feira à tarde em frente à unidade de Abrantes do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), onde, segundo o representante, a situação "é ainda mais caótica, mais gravosa".

Luís Pesca afirmou que o sindicato tem realizado reuniões com os conselhos de administração das duas unidades hospitalares do distrito, nas quais tem sido informado dos esforços desenvolvidos junto da tutela para que sejam autorizadas contratações, sem sucesso, dadas as limitações impostas pelo Ministério das Finanças ao Ministério da Saúde.

O sindicato "oficiou" ainda o Ministério da Saúde e denunciou a prática de "horários ilegais" junto da Autoridade para as Condições do Trabalho, pelo que, dada a ausência de respostas e o agravamento da situação, nomeadamente devido ao aumento de baixas médicas entre os trabalhadores, decidiu avançar para este protesto, adiantou. "Há cada vez menos trabalhadores nas enfermarias. Aos fins de semana há enfermarias que passam de quatro auxiliares para um", disse, acrescentando que houve um dia do mês de outubro em que as Urgências do Hospital de Abrantes tiveram apenas dois auxiliares para 50 utentes.

As concentrações de hoje e quinta-feira são uma "chamada de atenção pública para o que se está a passar" e um alerta para que "alguém terá que se responsabilizar se alguma coisa correr mal". Luís Pesca afirmou que a realização de turnos duplos deixou de ser uma situação pontual -- por exemplo para cobrir a falta de um colega que por algum imprevisto não se podia apresentar ao trabalho -- para passar a constar do próprio escalonamento, o que é "manifestamente ilegal". "Os trabalhadores deixaram de ter direito a vida própria. Estão a entrar em desespero", afirmou.

Luís Pesca disse que também faltam assistentes técnicos administrativos, o que tem gerado situações igualmente "caóticas" em vários centros de saúde do distrito. Além da contratação e dos "horários de trabalho dignos", os trabalhadores reclamam ainda a reposição das 35 horas semanais de trabalho e a criação da carreira de técnico auxiliar de saúde, afirmou.

(Noticias ao minuto 15/11/17)

 

Adesão total à greve dos técnicos de diagnóstico e terapêutica

A adesão à greve dos técnicos de diagnóstico e terapêutica, que hoje começou, é total, com todos os exames adiados, segundo o sindicato nacional do setor, que ressalva que os dados são ainda provisórios. Em declarações à agência Lusa, Sara Pacheco, da direção nacional do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica, disse que a estrutura sindical ainda estava a recolher dados a nível nacional, mas, pelas 09:50 já tinha informação relativa às principais unidades de saúde de maior dimensão de Lisboa, Porto e Coimbra, que indicava uma "adesão plena", afetando todos os exames que estavam marcados.

A responsável acrescentou que estes dados incluíam tanto o turno da noite como o da manhã, que arrancou às 08:00, mas eram ainda provisórios. "Continuamos a recolher dados relativos a outras unidades do país", acrescentou.

Os técnicos de diagnóstico estão desde as 00:00 de hoje numa greve por tempo indeterminado, um protesto que pretende exigir a reposição do acordo que os sindicatos do setor dizem ter sido "violado pelo Governo". Está prevista para hoje à tarde uma manifestação em Lisboa, junto ao Ministério da Saúde, que o sindicato considera que será a maior de sempre. "Mais de meio milhar de profissionais irá descolar-se do norte e centro do país para manifestar a sua indignação", estima o sindicato num comunicado divulgado dois dias antes da paralisação.

Durante a manifestação, os profissionais pretendem entregar no Ministério da Saúde um manifesto com "denúncias sobre as iniquidades que se abateram" sobre os técnicos de diagnóstico e terapêutica. Segundo os sindicalistas, tinha sido acordado entre sindicatos e Governo uma quota de 30% de lugares de topo de carreira para os profissionais de diagnóstico e terapêutica. Contudo, em Conselho de Ministros, essa quota foi diminuída para 15%, uma situação que está a indignar os profissionais. Análises clínicas e exames complementares de diagnóstico devem ser os serviços mais afetados pela greve nacional destes profissionais, que não tem para já uma data para terminar.

(Noticias ao minuto 02/11/17)

 

Médicos do Norte estão hoje em greve

Os médicos da região norte estão desde as 00:00 de hoje em greve, um dia de paralisação regional que nas próximas semanas vai repetir-se nas restantes zonas do país. Hoje é a vez de estarem em greve os médicos do norte e na próxima semana paralisam os da região centro. Na semana seguinte a greve acontece na zona sul e em novembro haverá um dia de greve nacional. Os médicos reclamam a redução de 18 para 12 horas semanais no serviço de urgência, bem como a diminuição dos utentes por médico de família de 1.900 para 1.500 utentes.

A greve foi convocada pelos dois sindicatos médicos -- Sindicato Independente dos Médicos e Federação Nacional dos Médicos. Os sindicatos queixam-se de que estão há um ano em "reuniões infrutíferas" com o Governo. Contudo, numa das últimas reuniões, o Ministério da Saúde anunciou ter sido acordada uma das reivindicações sindicais: a redução de 200 para 150 horas anuais obrigatórias de trabalho suplementar.

Em declarações à agência Lusa na terça-feira, o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Roque da Cunha indicou que na segunda-feira houve uma última reunião com o Ministério da Saúde que "não foi conclusiva". Os sindicalistas lembram que o atual Ministério "é o que quer pôr os médicos mais velhos a fazer urgência", "quer pôr os médicos mais novos a pagar para saírem do Serviço Nacional de Saúde no fim do internato" e que "não abre o concurso para recém-especialistas hospitalares".

A greve dos médicos deve afetar sobretudo consultas e cirurgias. Os serviços mínimos estão garantidos e abrangem urgências, tratamentos oncológicos ou cuidados intensivos.

(Noticias ao minuto 11/10/17)

 

Trabalhadores da saúde marcam vigília por "respeito e direitos"

Os trabalhadores da saúde vão estar à porta do Ministério da Saúde, em Lisboa, numa vigília para reclamar a criação de carreiras, 35 horas semanais e acordo coletivo de trabalho. "Respeito e direitos" é o mote da concentração marcada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, que deverá decorrer entre as 16:00 e as 22:00 de dia 12. Se não obtiverem resposta do Governo, admitem "uma expressão superior" de protesto.

Exigem a criação da carreira para técnicos auxiliares de saúde, a aplicação das 35 horas semanais de trabalho a toda a classe e reclamam o sucessivamente adiado acordo coletivo de trabalho para os hospitais. Os trabalhadores pretendem ainda repor as percentagens de pagamento das horas de qualidade nos serviços de Saúde.

(Noticias ao minuto, 09/10/17)

 

CGTP recebe sindicatos médicos amanhã

Sindicatos médicos apelam à redução da lista de utentes por médico de família. Sem contraposta do Governo, a Federação Nacional dos Médicos e o Sindicato Independente dos Médicos irão reunir amanhã com a CGTP-IN.

Na sequência das cartas enviadas pelos sindicatos médicos às centrais sindicais, a CGTP-IN, liderada pelo secretário-geral Arménio Carlos, irá receber na sua sede esta quarta-feira, pelas 17h00, a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e o Sindicato Independente dos Médicos (SIM). A informação é adiantada pela CGTP-IN, em nota enviada às redações, e acrescenta ainda que a reunião “pedida por estas estruturas sindicais tem como objetivo esclarecer as razões e as preocupações das mesmas relativamente ao Serviço Nacional de Saúde”.

Recorde-se que, no passado dia 25, a reunião negocial entre o Ministério da Saúde e o SIM não produziu os efeitos pretendidos pelo sindicato médico, já que, de acordo com o secretário-geral, não surgiu “qualquer contraproposta do Governo".

(Noticias ao minuto 29/08/17)