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Saúde

 

Greve no Centro de Saúde de Ansião por falta de condições de funcionamento

Os médicos do Centro de Saúde de Ansião, no distrito de Leiria, vão fazer greve no dia 28 de Novembro devido às graves deficiências nas instalações que prejudicam a saúde dos profissionais e dos utentes. A tomada de posição do Sindicato dos Médicos da Zona Centro (SMZC/FNAM) surge no seguimento de «graves deficiências detectadas nas instalações», que comprometem a saúde dos profissionais e dos utentes. A estrutura sindical avança mesmo com a possibilidade de surgirem problemas respiratórios devido ao facto de existirem várias salas, designadamente a sala de esterilização, com infiltrações de água.

«Com as frequentes infiltrações proliferam os fungos nos tectos e paredes das diversas salas do edifício (nomeadamente a sala de saúde infantil), com odor acentuado e cujos esporos são libertados no ar, podendo condicionar patologia respiratória alérgica/infecciosa grave», lê-se no pré-aviso.  O sindicato alerta também para o facto de os gabinetes de consulta serem «exíguos» e não disporem de «qualquer isolamento térmico ou acústico, pelo que não é possível garantir a confidencialidade da consulta». Denuncia, por outro lado, a falta de conforto para o atendimento aos utentes, pelo facto de a caldeira para aquecimento não estar a funcionar, a que se juntam «condições inadequadas de preservação dos medicamentos».

O SMZC fala de condições de trabalho «inadmissíveis» e exige uma intervenção urgente. «A construção de um novo centro de saúde e de novos equipamentos, prometidos para 2021, não pode continuar a justificar a prestação de cuidados de saúde nas condições descritas. É urgente encontrar uma solução imediata para o Centro de Saúde de Ansião», refere no texto.

(Abril Abril 17/11/19)

 

FNAM insiste que SNS precisa de médicos em exclusividade e bem pagos

O presidente da FNAM diz que casos como o do médico que era chefe de serviço no Hospital de Setúbal e tinha uma clínica privada só se resolvem com exclusividade e bons ordenados. Em declarações à TSF, João Proença diz que é insustentável que continuem a existir casos como o do médico que era chefe de serviço de Ginecologia e Obstetrícia no Hospital de Setúbal e que do outro lado da rua era sócio de um consultório onde fazia ecografias de vigilância na gravidez.

O presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM) admite que legalmente tudo isto é possível, embora não esteja de acordo. Em causa está a lei das entidades públicas empresariais (EPE), onde só é proibido acumular funções se o clínico for, em simultâneo, director do serviço hospitalar e director no serviço privado de saúde. João Proença alerta que a situação deste médico «é igual a muitos» e que a solução passa pela progressiva delimitação de sectores e pelo pagamento da dedicação exclusiva opcional, acrescentando que «é insustentável [que] isto continue a acontecer diariamente em todas as áreas», desde a radiologia aos internamentos.

No seu entender, este caso revela que a FNAM, que defende a delimitação de sectores há 40 anos, «tem razão». O dirigente insiste que, para acabar com a promiscuidade, é fundamental criar condições, designadamente melhores ordenados para os casos de dedicação exclusiva, para que os médicos se possam dedicar apenas a um lado. Dessa forma melhoram os serviços públicos de saúde e aumenta a confiança dos utentes nos actos médicos.

(Abril Abril 04/11/19)

 

230 assistentes operacionais e técnicos do hospital de Braga em greve partem em protesto para Lisboa

Cerca de 230 assistentes operacionais e técnicos do hospital de Braga, que entraram em greve à meia-noite desta quarta-feira, partiram na mesma manhã em direção ao Ministério da Saúde, em Lisboa, para protestar pela exclusão do acordo de trabalho coletivo vigente nos hospitais Entidades Publicas Empresarial.

Os assistentes operacionais do Hospital de Braga, que funcionou até dia 1 de setembro como Parceria Público Privada (PPP), não passaram a ser abrangidos pelos acordo coletivo de trabalho em vigor nos restantes hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

(Porto Canal 30/10/2019)

 

Sindicato garantiu que vai fazer queixa ao MAI sobre atuação da força policial no Ministério da Saúde

Sem aviso prévio, mais de 30 funcionários manifestaram-se ontem à tarde no Ministério da Saúde, em Lisboa, onde exigiram respostas à tutela sobre questões laborais. Em causa está a falta de resposta de Marta Temido, ministra da Saúde, sobre a aplicação do contrato coletivo para os trabalhadores dos hospitais – assistentes, auxiliares e administrativos. “Ministra, escuta, trabalhadores estão em luta”, foram estas as palavras dos trabalhadores que ao início da tarde de ontem entraram no edifício do Ministério da Saúde, exibindo cartazes com frases: “fartos de esperar” e “exigimos respostas”.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) foi chamada ao local e obrigou os manifestantes a sair do interior do edifício, retirando-os um a um. Mas os protestos não terminaram e os trabalhadores ficaram nas escadas exteriores, à porta do Ministério da Saúde. Alguns manifestantes mostraram resistência e duas pessoas – um homem e uma mulher – ficaram feridos. A estrutura sindical avançou à TSF que a força policial no local era desnecessária e que “grave é a atitude e a violência utilizada”, acrescentando que “alguns camaradas que se encontravam no átrio do ministério foram brutalmente expulsos pela polícia”, adiantou Sebastião Santana, da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, acrescentando que alguns funcionários já estavam a ser recebidos pelo gabinete de Marta Temido quando souberam do aparato policial. O sindicato garantiu ainda que vai apresentar queixa ao Ministério da Administração Interna pela forma como foram retirados do interior do edifício do Ministério da Saúde pelas autoridades.

Segundo a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas, já existe um acordo entre as estruturas sindicais e os hospitais – que são as entidades empregadoras - sobre a contagem do tempo de serviço para funcionários administrativos e técnicos superiores. No entanto, falta a validação do Ministério da Saúde. Além da ausência de resposta da tutela, a manifestação foi motivada pelo facto de os funcionários do Hospital de Braga terem ficado fora da redução horária para as 35 horas semanais. Recorde-se que, o Hospital de Braga passou este mês de setembro de Parceria Público-Privada (PPP) para Entidade Pública Empresarial (EPE).

Ao i, o ministério da Saúde esclareceu que “a contagem do tempo de serviço pressupõe a interpretação de cláusulas que integram um acordo coletivo celebrado entre a FNSTFPS [Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas]e 38 estabelecimentos de saúde com a natureza de entidade pública empresarial”. Por isso, “devem ser os próprios outorgantes da convenção a esclarecer o conteúdo das cláusulas a interpretar”, não cabendo ao “Ministério da Saúde, nem tal a lei lhe permite, emitir parecer sobre a matéria”adiantou a tutela.

(Jornal Ionline 27/09/19)