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Saúde

 


Sindicatos médicos contestam critério de redução de listas de utentes

Os sindicatos médicos consideram a proposta de Orçamento do Estado "meramente eleitoralista" e contestam que a redução da lista de utentes por médico de família fique dependente de 99% dos portugueses terem médico atribuído. Parece-nos, sem embargo de uma leitura mais atenta, que é um orçamento meramente eleitoralista", afirmou à agência Lusa o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Roque da Cunha.

O sindicalista contesta a medida constante da proposta de Orçamento que indica que a lista de utentes atribuída a cada médico de família só será revista quando for alcançada a cobertura de 99% de utentes com médico atribuído. "A falta de utentes com médico de família deve-se à incompetência do Governo, nomeadamente em reter os recém-especialistas", afirmou Roque da Cunha, que alerta para a dificuldade de melhorar a acessibilidade dos utentes com listas de 1.900 pessoas por médico.

Na mesma linha, a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) atribuiu ao Governo a responsabilidade pela cobertura de utentes com médico de família. No Alentejo, Algarve e zona de Lisboa não vai haver essa cobertura [de 99%]", afirmou o dirigente da FNAM, entendendo que se vai arrastar a situação de doentes sem médico de família que "vão encher as urgências dos hospitais". João Proença lamentou ainda a ausência de incentivos para reter os profissionais de saúde, especificamente para os médicos.

Quanto ao reforço superior a 500 milhões de euros na Saúde, o Sindicato Independente dos Médicos entende que o crescimento "não é de admirar", lembrando as dívidas acumuladas e o reduzido investimento dos últimos anos. "Seria interessante saber a dívida que o Ministério da Saúde acumulou nestes últimos 12 meses. As informações que nós temos dos hospitais da falta de pagamento aos fornecedores na área das cirurgias, dos medicamentos, das prestações de serviços, [é que a dívida] nunca foi tão grande como agora", indicou Roque da Cunha, frisando igualmente que o país está "muito longe" de "garantir a reposição da debandada de médicos" que tem ocorrido.

Segundo a proposta do Orçamento do Estado para 2019 entregue na noite de segunda-feira no parlamento, o Governo irá rever "a dimensão da lista de utentes inscritos por médico de família", quando "a taxa de cobertura total de utentes com médico de família for igual ou superior a 99%". A redução da lista de utentes por médico de família tem sido uma das principais reivindicações dos sindicatos médicos. Atualmente, os médicos têm listas até 1.900 utentes cada e os sindicatos advogam uma redução até aos cerca de 1.500 utentes.

A proposta do Orçamento do Estado refere ainda que no próximo ano o Governo vai tomar "as medidas adequadas para que todos os utentes tenham um médico de família atribuído". O documento do Governo indica que se passou de uma cobertura de 89,7% de portugueses com médico de família em 2015 para um valor estimado de 96% no fim de 2018, estando abrangidos com médico de família 9,4 milhões de pessoas.

(Noticias ao minuto 16/10/18)

 

Enfermeiros regressam à greve nacional de seis dias

“Hoje concretiza-se a segunda etapa de uma greve nacional que começou no dia 10 de outubro e que visa exigir ao Governo que apresente uma nova proposta negocial da carreira de enfermagem que vá ao encontro das expectativas dos profissionais e dos compromissos assumidos pela tutela”, afirmou Guadalupe Simões, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), citada pela agência Lusa.
O início da greve tem hora marcada para as 08h00 e vai focar-se sobretudo “nos blocos operatórios e nas cirurgias de ambulatório”.

De acordo com os sindicatos, nos primeiros dias de greve –  10 e 11 de outubro – a greve de enfermeiros teve uma adesão entre os 70 e os 75%. Para estes dias, Guadalupe Simões prevê uma adesão ainda maior: "Seguramente agora ainda estão mais mobilizados, depois de o próprio Ministério da Saúde ter assumido que as reivindicações dos enfermeiros são justas", disse. "Independentemente de quem é o titular da pasta, o que se espera é que o processo negocial se desenvolva rapidamente para que atinjamos o objetivo que é a entrada em vigor em janeiro" de 2019 da carreira de enfermagem, respondeu, questionada sobre o esperado relativamenteavanço das negociações com a nova ministra da Saúde, Marta Temido.

A greve é convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), pelo Sindicato dos Enfermeiros da Região Autónoma da Madeira (SERAM), pelo Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR) e pela Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE).

(JornalIonline, 16/10/18)

 

Enfermeiros em greve contra proposta «vergonhosa» do Governo

Com uma «adesão altíssima», arrancou esta quinta-feira a greve nacional de dois dias dos enfermeiros. Exigem uma nova proposta do Governo para a revisão da carreira que contemple os compromissos.
A greve dos enfermeiros, iniciada hoje às 8h e que dura até ao fim do dia de amanhã, está a ter um elevada adesão, apontam os dados provisórios divulgados pelos sindicatos nas conferências de imprensa desta manhã por todo o País. A paralisação foi convocada pela Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE), o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR), o Sindicato dos Enfermeiros da Região Autónoma da Madeira (SERAM) e o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN).

Em declarações à Lusa, Guadalupe Simões, dirigente do SEP, afirmou que a «principal reivindicação» dos sindicatos se prende com a apresentação por parte do Governo de uma proposta que esteja de acordo com os compromissos inscritos no âmbito do protocolo negocial. «O Governo assumiu o compromisso de valorizar a carreira de enfermagem, de valorizar as funções de enfermeiro especialista e de enfermeiros na área da gestão e, vergonhosamente, a proposta que apresentou é ao arrepio dos compromissos assumidos e, portanto, não nos restou alternativa se não manter esta greve e apelar a uma adesão maciça dos enfermeiros» afirmou.

A proposta do Governo é considerada pelo sindicatos como uma «operação de cosmética atentatória da dignidade dos enfermeiros», visto que mantém quase tudo na mesma. A única excepção é o suplemento remuneratório atribuído aos enfermeiros especialistas, mas que a tutela quer fixar nos 150 euros, quando antes assumiu que o valor era transitório até à alteração da carreira. Segundo a dirigente, os enfermeiros esperavam que o Governo apresentasse uma nova proposta antes do início da greve, «mas a verdade é que, até agora, não aconteceu e, portanto, esta greve vai concretizar-se da mesma forma que o processo reivindicativo continuará».

As estruturas sindicais exigem um instrumento legal que regule o desenvolvimento profissional e salarial dos enfermeiros, aplicado a todas as instituições do sector público, de igual modo, independentemente do contexto. Reivindicam ainda a valorização salarial de toda a grelha e a definição das condições de acesso à mesma, às categorias, aos princípios de avaliação e às especifidades dos concursos. As 35 horas de trabalho semanais para todos, a admissão de mais profissionais de saúde, o aprofundamento e valorização dos enfermeiros especialistas, a consagração da categoria de enfermeiro director/gestor e a inclusão de medidas compensatórias da penosidade da profissão, como o trabalho por turnos, são outras exigências.

(Abril Abril 20/09/18)

 

Enfermeiros do IPO de Coimbra em greve

Os enfermeiros do Instituto Português de Oncologia de Coimbra estão hoje em greve. Um protesto contra a não contabilização do tempo de serviço pela Administração do IPO.

Os enfermeiros alegam que essa decisão inviabiliza a respetiva progressão na carreira, contrariando o que ficou inscrito no Orçamento do Estado. Reivindicam também a contração de mais profissionais para reforçar o Quadro de quase 260 que integram a Unidade de Coimbra.

A greve está a afetar diretamente a realização de consultas e o funcionamento do Bloco Operatório

(RTP 10/08/18)