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Investigadores científicos apelam para que ministro cumpra promessas

Cerca de duzentos investigadores científicos bolseiros concentraram-se hoje em frente à Assembleia da República para exigir ao ministro, que discutia lá dentro o orçamento para 2018, que cumpra promessas e combata a precariedade no setor. "Queremos dizer ao ministro que é urgente que aplique o que têm sido as promessas desde que tomou posse", a principal das quais é reduzir a precariedade de pessoas que estão, em alguns casos, a trabalhar há quase 20 anos em situação precária, de bolsa para bolsa, disse aos jornalistas o vice-presidente da Associação de Bolseiros de Investigação Científica, João Ferreira.

Os bolseiros que estão a ver bolsas a chegar ao fim estão "numa situação dramática, em desespero total, sem solução", frisou. "Já deviam ter sido contratadas alguns milhares de pessoas ao abrigo do decreto-lei do emprego científico, até agora foram contratadas zero. Não é justo, porque um orçamento é um compromisso político com as pessoas", argumentou. Ao fim de dois anos de Governo, "não é compreensível que tudo esteja na mesma ou pior", disse João Ferreira, que apela ao ministro da Ciência, Manuel Heitor, para que atualize os valores das bolsas, que têm os mesmos valores desde 2002.

Em frente à escadaria do parlamento, vários investigadores foram tomando o microfone para partilhar histórias semelhantes, que envolvem viver de bolsa para bolsa. A investigadora em Neurociências Joana Sousa, da Universidade do Minho, disse à Lusa que os bolseiros "não têm direitos nenhuns, sem subsídio de desemprego quando acabam as bolsas". "Há pessoas há 20 anos a trabalhar em ciência que não podem comprar uma casa", lamentou, indicando que no seu caso só conseguiu graças ao salário que o marido traz para casa. "Isto é no mínimo mau para um país que se diz desenvolvido, com níveis de ciência muito bons, mas que mantem os seus cientistas a trabalhar desta forma", considerou.

Joana Sousa tem "esperança de que as coisas mudem", senão, o trabalho que ainda está a três anos de acabar pode "ficar na gaveta" se a bolsa não for renovada ou não conseguir colocação. João Ferreira indicou que há "milhares de pessoas" em situação precária e que estão a ser financiados "zero projetos" apesar de estar legislado e orçamentado.

(Noticias ao minuto 14/11/17)

 

Profissionais da Cultura exigem um por cento do Orçamento do Estado

Os profissionais e representantes da Cultura vão juntar-se ao final da tarde, em Lisboa e no Porto, num protesto contra a degradação do sector. Este protesto da plataforma ‘Cultura em luta’ pede um investimento de um por cento do Orçamento do Estado, isto para não exigir a recomendação da UNESCO que é um por cento do PIB, como explica Pedro Penilo do Manifesto em Defesa da Cultura.

Pedro Penilo fala do desemprego e emigração entre os profissionais da Cultura no país. O protesto está marcado para às 18 horas, desta segunda-feira, no Campo das Cebolas, em Lisboa, e na praça Carlos Alberto, no Porto.

(RTP 06/11/17)

 

Docentes e investigadores protestam contra precariedade

Mais de duas centenas de docentes e investigadores concentraram-se hoje em frente do Ministério da Educação, em protesto contra a precariedade e exigindo a integração no Estado. Com cartazes com frases como "Pelo Estado de direito", ou "Ensino Superior, não à política de mão de obra barata", os manifestantes culparam o Governo pela situação de precariedade em que vivem mas sobretudo os reitores das universidades e presidentes dos institutos politécnicos.

A concentração foi convocada pelo Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup), cujo presidente, Gonçalo Velho, disse, em declarações à Agência Lusa, haver "sete a oito mil" docentes e investigadores na situação de precariedade, alguns há décadas. "O ensino superior e ciência é o terceiro setor com mais precariedade de toda a administração publica, sendo que o problema se situa nos que são mais qualificados, os investigadores, doutorados e docentes doutorados", disse Gonçalo Velho à Lusa, lembrando que a situação se mantém, apesar de estarem a decorrer dois programas que supostamente deveriam resolve o problema.

Um deles é o programa de regularização extraordinária dos vínculos precários na Administração Pública (PREVPAP), ao qual 5.000 investigadores e docentes submeteram processos, dos quais apenas 150 estão a ser analisados, segundo o responsável. O outro programa é a lei do emprego científico, que existe há vários meses, mas que ainda não foi regulamentada, e à qual os reitores e presidentes de politécnicos têm demonstrado "resistência".

Afirmando que é preciso resolver o problema, Gonçalo Velho diz que é uma "questão de vontade", que a linha financeira da Fundação para a Ciência e Tecnologia para estas situações não foi sequer gasta, e que é "inaceitável que reitores e presidentes de politécnicos continuem sem integrar" os precários. E enquanto isso, adiantou, há investigadores com carreiras internacionais que admitem sair do país, com prejuízos para a ciência e ensino superior que podem ser graves, e há bolseiros em "situações graves de dificuldades financeiras".

(Noticias ao minuto 25/10/17)

 

Investigadores precários reclamam carreiras frente ao Parlamento

Investigadores científicos manifestam-se na quarta-feira em frente à Assembleia da República, em Lisboa, onde vão ser recebidos em comissão parlamentar, e no Porto, reclamando o fim da precariedade de décadas, em alguns casos. Susana Araújo, da Universidade de Lisboa, disse à agência Lusa que se trata de profissionais com trabalho reconhecido por júris internacionais, que coordenam grupos de investigação e que estão a ver chegar ao fim contratos de cinco anos da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

Vão pedir à Comissão Parlamentar de Ciência, que destacou um deputado para os receber, a integração no programa de regularização de precários da Função Pública, que querem ver alterado para poder manter a sua posição.

Susana Araújo afirmou que, nos termos em que corre, esse programa prevê que se volte à primeira posição na carreira, um risco que os investigadores admitem correr em troca de conseguir ter uma carreira e não uma sucessão de contratos a termo certo. "Uma verdadeira carreira de investigação científica" é o objetivo final destes investigadores doutorados, que não estão a conseguir entrar nas universidades, que preferem integrar pessoas em listas de espera internas

Dos mais de 800 investigadores com concursos dos programas da FCT de 2012 e 2013, 246 assinaram um manifesto pela regulação do emprego científico. Metade dos que assinaram têm vivido de contrato em contrato há mais de dez anos. Os investigadores concentram-se em Lisboa às 10:00 em frente da escadaria de São Bento e no Porto às 17:00 junto à biblioteca Almeida Garrett.

(Noticias ao minuto 10/10/17)