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Luta de investigadores e bolseiros continua com carta a entregar a Costa

A luta de docentes, investigadores e bolseiros já não é nova. Em causa está, entre outros aspetos, a legislação que prevê a contratação de investigadores-doutorados em substituição de bolsas de formação de pós-doutoramento.

Com efeito, um grupo de docentes, investigadores e bolseiros da Universidade de Lisboa vai entregar esta terça-feira, pelas 11h, uma carta ao primeiro-ministro, já que este é o “principal responsável pela execução das Leis legitimamente aprovadas pelos representantes dos cidadãos eleitores”, refere o comunicado enviado à redação do Notícias ao Minuto. Nesta missiva são solicitadas garantias claras de que a lei do Programa de Regulação Extraordinária de Vínculos Precários na Administração Pública (PREVPAP) será respeitada, dando cumprimento ao compromisso do seu Governo no combate à precariedade.

Esta carta, refere ainda o comunicado, “desmonta de forma inequívoca o discurso da direção do IST e, de um modo geral, de todas as Instituições de Ensino Superior, para tentarem não aplicar a lei do PREVPAP às carreiras especiais, com argumentos que se organizam em três vertentes: o mérito dos requerentes, os recursos e a sustentabilidade financeira, e a autonomia universitária”. Os signatários da missiva pedem igualmente uma audiência com António Costa para que, “de viva voz, lhe possa ser transmitida a realidade em que se encontram os precários nesta universidade e o caráter falacioso dos argumentos apresentados pela direção do IST”.

Recorde-se ainda que no passado dia 4, o ministro da Ciência, Manuel Heitor, foi apupado por bolseiros de investigação científica enquanto este discursava na sessão de encerramento do encontro Ciência 2018, em Lisboa. Para além disso, ainda no final de 2017, dezenas de investigadores e bolseiros científicos confrontaram o ministro do Ensino Superior com promessas a propósito da precariedade no setor, exigindo que a Lei 57/2017 fosse aplicada e fossem abertos concursos e contratações.

(Noticias ao minuto 09/07/18)

 

Precários da ciência protestam na quarta-feira durante encontro Ciência 2

Os trabalhadores precários do ensino superior e da ciência protestam na quarta-feira contra a sua situação laboral, aproveitando o encontro Ciência 2018, que termina neste dia no Centro de Congressos de Lisboa. O protesto, do pessoal docente e não docente e de investigadores, visa reivindicar "um verdadeiro combate à precariedade na ciência e ensino superior", refere uma nota de imprensa divulgada pela Associação de Bolseiros de Investigação Científica (ABIC), que coorganiza a iniciativa a decorrer no exterior do Centro de Congressos.

Entre as reivindicações constam o "cumprimento efetivo" do programa de regularização de vínculos laborais precários no Estado, a contratação de investigadores-doutorados prevista na legislação de estímulo ao emprego científico, o "reforço do investimento" na ciência e no ensino superior e a contratação de leitores das universidades.

Hoje, segundo dia do Ciência 2018, elementos da ABIC tencionam entregar uma carta reivindicativa ao primeiro-ministro, António Costa, que encerra a sessão plenária da manhã, adiantou à Lusa a presidente da associação, Sandra Pereira. Na segunda-feira, as portas de algumas casas de banho do Centro de Congressos de Lisboa serviram para afixar folhetos a anunciarem as iniciativas dos trabalhadores precários no Ciência 2018, como o protesto de quarta-feira.

Os precários prometem marcar presença nas sessões plenárias encerradas pelo primeiro-ministro hoje e pelo Presidente da República, na quarta-feira. Os folhetos são assinados por Associação de Bolseiros de Investigação Científica, Sindicato Nacional do Ensino Superior, Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, entre outras entidades.

O encontro Ciência é um evento anual coorganizado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia que reúne investigadores, empresas e políticos em torno da discussão de temas e desafios científicos.

(Noticias ao minuto 03/07/18)

 

Bolseiros exigem vínculos efectivos

Cerca de 100 investigadores universitários protestaram esta segunda-feira junto à reitoria de Lisboa, exigindo contratos efectivos e o fim do estatuto de bolseiros. A acção de protesto, promovida pela Associação de Bolseiros de Investigação Científica (ABIC), no âmbito da campanha «Uma bolsa + Um bolseiro = Um contrato», decorreu ao início da tarde, junto à reitoria da Universidade de Lisboa. Em nota, a ABIC explicou que o local escolhido não foi ao acaso, tratando-se também de uma acção de repúdio às declarações do reitor da Universidade de Lisboa, António Manuel da Cruz Serra, que, a 15 de Maio, afirmou que «discordo completamente da carreira de investigação e que tudo farei para acabar com ela».

Em declarações aos jornalistas, Sandra Pereira, presidente da ABIC, afirmou que os bolseiros reivindicam contratos efectivos com as instituições, visto que desempenham funções permanentes, em oposição às actuais bolsas e ao trabalho pago a custo zero, que não asseguram estabilidade. Segundo a dirigente associativa, o estatuto de bolseiro acaba por ser um instrumento de precariedade no trabalho científico, abusado pela instituições, chegando até a existir «bolsas para contratar jardineiros e cobradores de propinas», visto que contratar com uma bolsa «é mais fácil despedir e muito mais barato».

A presidente da ABIC frisou ainda que os bolseiros, além de trabalharem em projetos renováveis de três anos em três anos, acabam também por ter de dar dão aulas gratuitamente ou orientar teses, recebendo em troca vencimentos desactualizados, sem subsídio de férias, além de terem «uma vida contributiva miserável». Durante o protesto,  representantes de várias instituições do Ensino Superior tiveram a oportunidade de falar, como ainda a deputada Ana Mesquita, eleita pelo PCP.

(Abril abril 28/05/18)