Formação Sindical

Observatório Emprego

Portuguese English French German Italian Russian Spanish
FFAA e de Segurança

 

Inspetores da PJ avançam para greve em agosto e por tempo indeterminado

A Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC/PJ) vai avançar para greve já no próximo dia 2 de agosto. "Uma semana" é este o tempo que o Governo de Costa tem "para concretizar as promessas", avisam os inspetores. O Notícias ao Minuto sabe que a paralisação ao horário suplementar - "todo o trabalho realizado entre as 17h00 e as 9h00" - vai arrancar dia 2 de agosto e por "tempo indeterminado".

"Esta é a vontade dos nossos associados, demonstrada esta manhã nas assembleias regionais nas quais decidiram rejeitar os termos da proposta de revisão dos estatutos profissionais da Polícia Judiciária apresentada pelo Governo", refere o comunicado enviado às redações, assegurando que esta "insatisfação (...) já foi comunicada à direção nacional da PJ".

No documento, a ASFIC/PJ faz ainda um 'ultimato' ao Governo. O Executivo de António Costa "tem uma semana para concretizar as promessas de reconhecer um estatuto da carreira digno aos profissionais da Polícia Judiciária" e de "reforçar o combate à corrupção". "Só assim conseguirá impedir uma greve que vai provocar danos irreparáveis na PJ, na Justiça e na confiança dos portugueses em quem gere os destinos do País", avisa a ASFIC/PJ, garantindo que "o pré-aviso de greve será entregue ainda hoje"

(Notícias ao minuto 17/07/19)

 

Polícias em protesto contra a condenação de agentes por agressão na Cova da Moura

As cerimónias dos 152 anos da PSP ficaram marcadas por um protesto dos polícias. No momento que que se preparava discursar o diretor nacional da Polícia de Segurança Pública, centenas de profissionais vestiram t-shirts brancas e negras e viraram costas. Estiveram assim durante todo o discurso e, quando chegou a vez de falar o ministro da Administração Interna, saíram em silêncio.

O protesto foi organizado pelo movimento Zero, um movimento espontâneo de profissionais da polícia que surgiu depois da condenação de oito agentes, em maio, por agressões a jovens da Cova da Moura. Os polícias contestam o dizem ter sido a falta de apoio da direção da PSP e do Ministério da Administração Interna. Desde essa altura têm cumprido uma espécie de greve de zelo às multas de trânsito e outras infrações e apenas intervêm nos bairros problemáticos em situações de extrema gravidade.

(RTP 12/07/19)

 

Polícias sem folgas nem compensações em jogos da Liga das Nações

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) denuncia que os agentes estão a ser sujeitos a uma enorme sobrecarga horária, que ultrapassa as 80 horas semanais, devido à Liga das Nações. «Existem profissionais que irão trabalhar mais de 80 horas na próxima semana para garantir a segurança no evento, mas em relação à compensação nem uma informação. Mais uma vez os polícias estão a ser tratados como mão-de-obra barata», afirma a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) em comunicado.

A ASPP realça que, ao longo do mês de Maio, alertou a Direcção Nacional da PSP para «a necessidade de encontrar formas de compensação pelo excesso de horas de trabalho» que os mais de 9000 agentes mobilizados vão ter de realizar. Porém, frisa que a resposta foi «sempre a mesma, zero». A estrutura refere também que o efectivo da PSP foi informado esta semana que, além de verem canceladas as suas férias durante o período dos jogos, qualquer ausência ao serviço, ainda que justificada, também é rejeitada pelo mesmo motivo.

«Esperamos que o Governo e a Direcção Nacional da PSP, à semelhança do que acontece em outras instituições da Administração Pública, corrijam a situação com a maior urgência e paguem aos polícias as horas trabalhadas em excesso», afirma a ASPP, visto que os profissionais «revoltados com a forma como estão a ser tratados».

(Abril Abril 05/06/19)

 

Associações de militares, GNR e polícia marítima contra diploma de carreiras especiais

Associações profissionais de militares, da Guarda Nacional Republicana e da Polícia Marítima criticaram esta terça-feira o decreto-lei sobre as carreiras especiais publicado na segunda-feira, que consideram injusto por não corrigir as consequências do tempo de serviço congelado. Em comunicado, estas organizações defendem que "o diploma em si é injusto, mas também cria outras injustiças", não só para aqueles que são abrangidos pelo seu conteúdo, mas também para aqueles que, durante o período do congelamento, transitaram para a situação de reserva/reforma. "Porém, como sempre o têm referido, as estruturas signatárias não desistem de lutar pelas soluções mais justas e exequíveis para os profissionais destes setores de atividade, de modo a evitar a destruição da carreira de todos aqueles que um dia juraram dar a vida", referem.

A nota conjunta, assinada por organizações como a Associação Nacional de Sargentos (ANS), Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA), Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima (ASPPM) e Associação de Praças (AP), defende que o diploma representa "uma clara atitude de fuga à intenção de ver corrigidas as consequências do tempo de serviço que esteve congelado".

As associações lembram que sempre se manifestaram disponíveis para, em processo negocial, encontrar o melhor modo e prazo para recuperar o tempo de serviço congelado e sublinham que a publicação deste decreto-lei "não é o fim do caminho". Reforçam a necessidade de manter a determinação e a união "em torno deste e de outros combates" e lembram que está em curso uma petição pública que defende um pedido de alteração, junto da Assembleia da República, da medida legislativa que originou uma situação que consideram "injusta e indigna". A petição em causa, até ao início da manhã de hoje, tinha recolhido 3.270 assinaturas.

O diploma publicado na segunda-feira, que abrange carreiras especiais como as dos militares, juízes, polícias e professores, prevê a recuperação para efeitos de progressão na carreira de 70% do tempo de serviço, que esteve congelado entre 2011 e 2017.

(Porto Canal 21/05/19)