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Emprego / Desemprego

 

Trabalhadores da ATF deslocaram-se a Lisboa para exigir aumentos salariais

Os trabalhadores da About the Future, fábrica da Navigator em Setúbal, realizaram esta terça-feira uma concentração de protesto em frente ao Hotel Ritz, onde decorreu a assembleia-geral de accionista. A acção de protesto, que decorreu esta manhã, reuniu dezenas de operários da fábrica About the Future (ATF) em frente ao hotel de cinco estrelas, local escolhido pelo grupo The Navigator Company para a sua assembleia-geral de accionistas. A concentração coincide também com o dia em que arranca uma greve a todo o trabalho suplementar na fábrica da ATF, por tempo indeterminado, cujo pré-aviso foi entregue pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul (Site Sul/CGTP-IN).

Em comunicado, o Site Sul realça que a contestação dos trabalhadores desta fábrica do grupo Navigator, sediada em Setúbal, surge no seguimento da decisões tomadas nos plenários realizados a 20 e 21 de Março, por considerarem que a resposta da empresa ao caderno reivindicativo foi insuficiente. Os trabalhadores da ATF exigem aumentos salariais, com vista à aproximação aos valores praticados na fábrica na Figueira da Foz, além do direito ao pagamento de 11 feriados e de 14 prevenções por ano, assim como a revisão das carreiras. Outras reivindicações dos operários passam pelo enquadramento nas categorias que correspondem às funções efectivamente desempenhadas, a implementação de um horário máximo de 37,5 horas semanais e a atribuição de um vale mensal de combustível (65 litros de gás natural ou 55 litros de gasolina ou gasóleo).

No próximo dia 14 de Abril, os trabalhadores da ATF iniciam um novo período de greve de quatro dias consecutivos. O protesto arranca na meia-noite de domingo e decorrerá até à mesma hora de 17 de Abril. Recorde-se que os cerca de 600 operários desta fábrica da Navigator cumpriram em Janeiro passado uma greve idêntica, na qual a elevada adesão ao protesto obrigou à paragem das unidades do papel e da transformação.

Em 2018, o grupo The Navigator Company registou lucros na ordem dos 225 milhões de euros, que foram considerados pela empresa como «os melhores de sempre». O volume de negócios também subiu para 1692 milhões de euros.

(Abril Abril 09/04/19)

 

Trabalhadores da hospitalização privada exigem aumentos salariais

Os trabalhadores dos hospitais privados, em greve esta quinta-feira, realizaram uma concentração de protesto junto à associação patronal, exigindo aumentos salariais e a revisão da contratação colectiva. As acções de protesto realizadas esta manhã juntaram cerca de 60 trabalhadores do sector, em Lisboa, junto à sede da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), representante dos principais hospitais privados do País. Em declarações ao AbrilAbril, Orlando Gonçalves, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN), afirmou que o protesto é motivado pelas más condições de trabalho do sector e a recusa da APHP em aplicar os direitos previstos na contratação colectiva.

«É a primeira vez que há uma greve na hospitalização privada, no sentido geral. O que se pretendeu neste momento, conhecendo as condições do sector e o clima repressivo, foi demonstrar o enorme descontentamento aqui, junto à associação patronal. Isto era inimaginável há dois anos atrás», frisou. Segundo o dirigente sindical, os principais grupos privados de Saúde, representados pela APHP, insistem não cumprir a convenção colectiva assinada com o CESP em 2000, apesar de esta estar vigente, tendo argumentado no Ministério do Trabalho que está em «desuso» e daí não cumprirem os direitos previstos. «De momento, os grupos privados de saúde não cumprem um conjunto de direitos importantes», sublinhou Orlando Gonçalves, que descreveu o clima de precariedade e a prática de «salários muito baixos», havendo trabalhadores com mais de 15 anos de serviço «só a receber o salário mínimo nacional».

Entre as reivindicações, os trabalhadores da hospitalização privada exigem o início de negociações sérias, sem perda de direitos, com vista ao aumento dos salários e ao cumprimento dos direitos previstos na contratação colectiva. Nomeadamente, o pagamento das diuturnidades, do trabalho suplementar pago 100%, passando para o dobro em caso de feriado, o direito ao subsídio nocturno e a garantida de dois dias de descanso semanal. Segundo Orlando Gonçalves, durante o protesto foi aprovada uma resolução na qual os trabalhadores deram indicações para «prosseguir e intensificar a luta», caso não haja uma resposta satisfatória da APHP.

(Abril Abril 28/03/19)

 

Greves na Hanon Systems forçam administração a ceder

Perante a forte adesão às greves parciais, a intransigência da Hanon em negociar caiu por terra. A proposta «aquém das possibilidades» levou os trabalhadores a continuar os protestos. «A boa adesão dos trabalhadores às greves parciais na Hanon Systems, em Palmela, fez recuar a administração da empresa na sua intransigência em não querer negociar o caderno reivindicativo», lê-se na nota de imprensa do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI/CGTP-IN).

Segundo o SIESI, face ao forte impacto das greves intercaladas no passado dia 18 de Março, que têm parado a produção, a empresa foi obrigada a negociar. A proposta da Hanon propunha aumentos salariais de 25 euros para os salários até 1000 euros e de 2,5% para os restantes. «No entanto, os trabalhadores rejeitam esta proposta, por aumentar o fosso entre os salários, por estar aquém das necessidades dos trabalhadores e das possibilidades da empresa e por não haver resposta à maioria das reivindicações presentes no caderno reivindicativo», sublinha o sindicato.

Perante o impasse, os trabalhadores da Hanon cumpriram hoje o quinto dia de greve parcial, tendo em vista «uma outra resposta» da empresa. A par da paralisação, que voltou a parar a produção, os operários realizaram também uma concentração de protesto à porta da fábrica, na qual participou Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP-IN.

Entre as reivindicações, os trabalhadores da Hanon exigem aumentos salariais de 50 euros, o fim das discriminações salariais, a inclusão do tempo de refeição no período efectivo de trabalho, a reposição dos direitos relativos ao pagamento dos tempos relacionados com consultas médicas e a uniformização dos horários de trabalho. Sobre esta última matéria, Paula Sobral explicou ao AbrilAbril estar em causa que, de momento, «o quarto turno, que labora da 1h às 8h, apenas faz seis horas e meia», o que significa que «estes trabalhadores nem 600 euros levam para casa, apesar de ser o turno da noite, um dos mais penosos». Por esse motivo, os trabalhadores deste turno exigem que o trabalho «lhes seja pago como as oito horas», tendo em conta o cariz penoso de laborarem de madrugada, ou que «lhes sejam dado um turno de oito horas», pondo-os em pé de igualdade.

(Abril Abril 27/03/19)

 

Trabalhadoras da limpeza dos hospital de Setúbal em greve

As trabalhadoras da Ambiente e Jardim, que asseguram a limpeza nos hospitais de Setúbal, iniciaram uma greve de 48 horas, por aumentos salariais e o pagamento dos descontros à Segurança Social. Além da paralisação, que engloba hoje e amanhã, os trabalhadores realizaram hoje de manhã uma concentração de protesto e de denúncia junto à entrada do Hospital de São Bernardo, em Setúbal.

A greve na limpeza dos hospitais de Setúbal e do Outão foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas (STAD/CGTP-IN). Em comunicado, o STAD afirma estar em causa o facto de a empresa Ambiente e Jardim, que ganhou o contrato de prestação de serviços de limpeza nos hospitais, não realizar os descontos para a Segurança Social, desde Outubro passado, apesar de descontar os valores dos salários.

«Esta ilegalidade cometida pela Ambijardim II [novo nome da Ambiente e Jardim] está a causar prejuízos sérios a vários trabalhadores. Actualmente, há trabalhadores que se encontram de baixa médica e que não recebem qualquer valor da Segurança Social», denuncia o sindicato. Segundo o STAD, «a própria Segurança Social informa que não têm direito a receber os valores» em causa, justificando com o facto de «não estarem a trabalhar, o que não corresponde à realidade». Entre as reivindicações, os trabalhadores exigem ainda o aumento dos salários para 650 euros, do subsídio de alimentação para cincos euros ao dia e a actualização do subsídio de transporte e a sua aplicação a todos.

(Abril Abril 25/03/19)

 

CGTP-IN convoca manifestações contra revisão do Código do Trabalho

A par da anunciada manifestação da Interjovem, marcada para 28 de Março, a CGTP-IN convocou um outro protesto nacional para 11 de Abril, contra as alterações do Governo à legislação laboral. «Marcámos esta manifestação para fazer sentir aos deputados que é necessário mexer no Código do Trabalho para lhe retirar as normas gravosas para os trabalhadores e que a proposta que está em discussão não deve ser aprovada porque só irá piorar a situação», afirmou à agência Lusa o secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, no final de uma reunião do Conselho Nacional da Intersindical. Na reunião foi ainda discutida a manifestação nacional da juventude trabalhadora, marcada para 28 de Março, em Lisboa, que terá como ??????bandeiras centrais o trabalho com direitos, o fim da precariedade, dos horários desregulados e dos baixos salários.

A Intersindical tem denunciado que o acordo assinado entre Governo, patrões e UGT, a pretexto do combate à precariedade, faz exactamente o oposto: acentua-a. Nos pareceres que entregou no Parlamento, a CGTP-IN afirmou que, apesar de introduzir algumas medidas positivas, a proposta do Governo do PS está repleta de outras que as anulam e aprofundam a precariedade. Nomeadamente, o alargamento do período experimental para 180 dias; a introdução do banco de horas grupal, que oferece 150 horas de trabalho gratuito aos patrões; a generalização dos contratos de muita curta duração a todos os sectores, extendidos de 15 para 35 dias, até um máximo de 70 por ano.

O acordo laboral já foi aprovado no Parlamento, na generalidade, com os votos a favor do PS e a oposição do BE, PCP e PEV, tendo as abstenções do PSD, CDS e PAN sido fundamentais para garantir a passagem do documento à especialidade.

A dicussão da estratégia da Intersindical para os próximos meses será aprofundada no Plenário Nacional de Sindicatos, que se realiza hoje na União das Associações do Comércio e Serviços, em Lisboa. O Conselho Nacional da Intersindical agendou também para o próximo dia 23 uma manifestação em solidariedade com a operária Cristina Tavares, despedida após ter denunciado a repressão patronal a que estava a ser sujeita. O protesto decorrerá durante a manhã em Paços de Brandão (Santa Maria da Feira), sob o lema «Pelo direito ao trabalho e contra o assédio».

O julgamento da impugnação pedida pela empresa relativamente à coima de 31 mil euros, que lhe foi aplicada pela Autoridade para as Condições do Trabalho, que deu como comprovada a repressão, está marcado para 28 de Março. No dia seguinte, decorre em tribunal a primeira sessão do processo de impugnação ao despedimento de Cristina Tavares.

(Abril Abril 15/03/19)