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Emprego / Desemprego

 

Metro de Lisboa volta a parar dia 6 de Novembro

O metropolitano de Lisboa vai voltar a parar no dia 6 do próximo mês. Esta paralisação vai ter os mesmos contornos da realizada esta quinta-feira.

Hoje a circulação esteve parada entre as 6 e às 9 e meia da manhã, com o sindicato a denunciar problemas com a presença dos trabalhadores nas instalações como explica a sindicalista Anabela Carvalheira. Segundo a Fectrans os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, que aderiram à paralisação, estão a ser impedidos de fazerem greve no seu posto de trabalho, disse fonte sindical.

“Nesta altura [o metro] está parado. Significa que os trabalhadores aderiram à greve, embora a empresa tenha tentado utilizar atitudes que não são habituais, nomeadamente impedir os trabalhadores de fazerem a greve no seu posto de trabalho e utilizar a polícia para retirar trabalhadores do interior das estações. Independentemente destes ‘problemazinhos’ é um facto que o metro está parado”, disse à Lusa Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações.

De acordo com Anabela Carvalheira, no Colégio Militar a polícia retirou trabalhadores das instalações. “No Colégio Militar tínhamos trabalhadores que estavam em piquete de greve que estavam dentro das instalações e a polícia tirou-os de lá por ordem do conselho de administração. Só posso entender isso”, contou.

(RTP 18/10/18)

 

Greve na Infraestruturas de Portugal adiada para 31 de Outubro

A greve dos trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP) marcada para esta sexta-feira foi adiada para o último dia do mês. A decisão foi tomada, ao início da tarde, após uma reunião com o Governo. Numa breve nota, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN) explica que a frente sindical optou por «reformular as formas de luta em curso, começando pelo adiamento da greve», face à «posição fechada do Governo/Administração da IP» na reunião de hoje.

Apesar de os motivos e moldes da greve se manterem iguais, as 14 estruturas sindicais optaram por realizar uma reunião na próxima segunda-feira, onde será «analisada a organização» e eventuais «outras acções a desenvolver, de modo a intensificar a luta em defesa da negociação de um Acordo Colectivo de Trabalho e um Regulamento de Carreiras» para todos. «A empresa e o Governo pretendem fazer uma negociação sem a valorização salarial e profissional dos trabalhadores», afirmou à Lusa José Manuel Oliveira, coordenador da Fectrans, acrescentando que, nesta altura, «há uma grande distância» entre as posições dos sindicatos e da IP para que seja possível um acordo.

Num comunicado anterior, a frente sindical afirmou haver divergências na negociação colectiva em diversos pontos, nomeadamente em relação aos horários de trabalho, no tempo de descanso ou à fixação do trabalho nocturno. Outros pontos relacionados com subsídios, abonos e outras componentes remuneratórias que permanecem em disputa.

(Abril Abril 10/10/18)

 

Greve na CP deixou circular pouco mais do que os serviços mínimos

A greve dos trabalhadores das bilheteiras e revisores da CP obrigou esta segunda-feira ao encerramento de 85% dos locais de venda de bilhetes e afetou a circulação ferroviária, cumprindo-se pouco mais do que os serviços mínimos decretados. Segundo o sindicato, apenas os comboios dos serviços mínimos circularam, mas a CP -- Comboios de Portugal, num ponto de situação das 08:00, indica que se cumpriram 100 ligações, 93 das quais pertenciam aos serviços mínimos. No total, estavam programados 252 comboios, o que significa que apenas se cumpriram cerca de 40% das ligações.

Os trabalhadores das bilheteiras e revisores da CP - Comboios de Portugal estão hoje em greve pela contratação de trabalhadores, mais comboios e pela negociação para o contrato coletivo. A greve foi convocada pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) que criticou o Ministério das Finanças por "bloquear os acordos entre o Ministério do Planeamento, a CP e o SFRCI", dizendo que estão por contratar "88 trabalhadores para o [serviço] comercial da CP (revisores, trabalhadores para as bilheteiras)".

Numa nota emitida antes do início da greve pela CP, a empresa indicava que permitirá o reembolso do valor total aos clientes que já tenham bilhetes adquiridos para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Regional e Celta que não se realizem, ou a revalidação, sem custos, para outro dia/comboio. Segundo o sindicato, por falta de trabalhadores das bilheteiras, "a CP deixa de cobrar milhares de euros", enquanto por falta de revisores "existem comboios que transportam cerca de 900 utentes (mais de oito carruagens ou mais de uma unidade indivisível) que por questões de segurança deveriam circular com dois revisores e circulam só com um, colocando em risco a segurança dos utentes e da circulação".

(Porto Canal 01/10/18)

 

Sindicato dos estivadores promove hoje manifestação em Lisboa

Os trabalhadores portuários associados do Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística (SEAL) manifestam-se hoje, dia em que iniciam uma greve contra a proliferação de práticas antissindicais, que se prolonga até 08 de outubro. Hoje, os estivadores iniciam, pelas 15:00, uma manifestação entre o Cais do Sodré e a Assembleia da República, em Lisboa, que contará com uma delegação da CGTP-IN, encabeçada pelo secretário-geral, Arménio Carlos.

A greve será de 24 horas hoje e na sexta-feira e irá abranger os portos de Lisboa, Setúbal, Sines, Figueira da Foz, Leixões, Caniçal (Madeira), Ponta Delgada e Praia da Vitória (Açores). Nos dias seguintes, a greve passa a ser apenas ao trabalho extraordinário. De acordo com um comunicado do SEAL, na base destes protestos está "a crescente proliferação de práticas antissindicais nos diversos portos portugueses".

No mesmo documento, o sindicato esclareceu que a greve envolverá todos os trabalhadores portuários efetivos e também aqueles que possuam vínculo contratual de trabalho portuário de duração limitada. "As empresas portuárias dos referidos portos, em inúmeros casos coniventes com os sindicatos locais, protagonizam e induzem uma série de comportamentos que configuram diferentes tipos de assédio moral, desde a perseguição à coação, desde o suborno à discriminação, desde as ameaças de despedimento até à chantagem salarial", indicou o sindicato no comunicado.

Nos portos de Leixões, Figueira da Foz, Lisboa, Setúbal, Sines, Caniçal, Praia da Vitória e Ponta Delgada a greve incidirá também sobre todas as operações realizadas, seja qual for o período de trabalho, "para a execução das quais as entidades empregadoras contratem ou coloquem trabalhadores estranhos à profissão" e que não integrem o efetivo.

No porto da Figueira da Foz, "a greve materializar-se-á ainda na abstenção da prestação de todo e qualquer trabalho durante todas as terças e quintas-feiras". Por sua vez, no porto do Caniçal e no porto da Praia da Vitória a greve incidirá sobre todo e qualquer trabalho, em todas as operações, independentemente do período, a partir do momento em que a entidade empregadora coloque a trabalhar funcionários que não se dedicam à estiva.

(Noticias ao minuto 20/09/18)