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Este é o novo visual da nossa página web desde o dia 27 de Abril, mas a orientação editoral continuará a ser a mesma que vínhamos seguindo antes. No essencial, continuaremos a respeitar os objectivos para que a Confederação foi constituída em 1988 e que se encontram fixados nos Estatutos.
Continuaremos a defesa de um sindicalismo de classe, ao serviço dos sindicatos filiados e do Movimento Sindical Unitário português, embora priviligiando os problemas laborais e sociais específicos dos quadros técnicos e científicos portugueses e as suas lutas. Ainda que a resolução de quase todos os problemas laborais e sociais dos quadros técnicos e dos trabalhadores científicos dependa da resolução dos problemas gerais dos demais trabalhadores assalariados a verdade é que esses problemas específicos poucas vezes têm o devido destaque na prática sindical.
Na verdade, os QT têm sido muito atingidos pelas políticas seguidas desde há anos; dizemos “desde há anos” porque, apesar de variações circunstanciais de cor, o essencial das políticas tem sido muito parecido. No concreto, têm-se agravado as sua condições de trabalho (horários desregulados e ritmos de trabalho cada vez mais intensos, por exemplo) e tem havido perdas consideráveis de salário real. O que se passa com os quadros na Administração Pública é paradigmático a este respeito, com perda do direito a uma carreira própria e a promoções baseadas no reconhecimento do mérito profissional, em vez de baseadas na cor do cartão partidário. Acresce, mais recentemente, uma nova humilhação: a tentativa do governo dispor dos trabalhadores como se eles fizessem parte do mobiliário, ou seja, objectos sem vida própria susceptíveis de serem mudados de lugar para qualquer ponto do país, a belprazer do Governo.
Urge, pois, intensificar e aprofundar a luta pela valorização do trabalho qualificado e pela dignificação das profissões técnicas e científicas, já que para defender o capital e a economia de casino tem havido partidos que se encarregam de o fazer. E graças aos votos de muitos daqueles e daquelas que só têm de seu a força de trabalho para ganhar o seu sustento, o que é uma dolorosa contradição.
Os quadros têm pois muitos motivos para lutar e é dar visibilidade às lutas que nos propomos nesta página, mas da qualidade dos conteúdos da página agora renovada muito dependerá da colaboração que queiram dar os sindicatos filiados na Confederação e os quadros portugueses. Por isso apelamos que nos façam chegar opiniões, críticas, comentários e sugestões para o endereço
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